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12 de Novembro de 2021

5 DICAS DE COMO CONSULTAR CARROS SINISTRADOS

RB MINUSSI CORRETORA DE SEGUROS

Um problema atual de todos que queiram comprar um veículo seminovo é comprar automóveis de boa procedência. Quando o negócio é realizado erroneamente, a margem de lucro diminui bastante e nem sempre compensa, especialmente quando o assunto é os carros que já sofreram algum dano. Nesse momento surge a pergunta: como consultar carros sinistrados?

Há várias maneiras de fazer isso, ainda mais com dicas que ajudam a colocar essa ideia em prática. Assim, você evita adquirir automóveis que já foram batidos, roubados, negociados em leilão ou tiveram qualquer problema relacionado a danos materiais.

Para ajudá-lo a entender como fazer essa avaliação, neste post apresentaremos:

  • o que é um veículo sinistrado;
  • vantagens e desvantagens de negociar um;
  • como fazer essa consulta veicular.

Quer conferir as dicas práticas? Acompanhe!

O que é o veículo sinistrado?

Esse é o termo usado por seguradoras nos casos em que o automóvel sofre algum tipo de dano material. Estão incluídos nessa classificação carros roubados, furtados, que sofreram acidente parcial ou total ou ainda que passaram por algum imprevisto natural, como alagamentos e enchentes. Basicamente, indenizações pagas pela seguradora ao proprietário do bem ou terceiro envolvido pode reduzir o valor do veículo no mercado.

Na prática, sempre que algum desses imprevistos acontecer e você acionar o seguro, o automóvel ganha o título de sinistrado. No entanto, ele pode ser recuperável, caso o sinistro seja um roubo ou mesmo um acidente em que não haja perda total. Ainda assim, o veículo continua tendo essa classificação porque o segurado já recebeu indenização por ele.

Quando recuperado, o bem pode ser vendido, mas costuma ter um valor de mercado muito mais baixo, porque é difícil fazer um novo seguro. Em muitos casos, a Seguradora pode negar o benefício a carros sinistrados. Por isso, é preciso selecionar uma modalidade especial, mais cara e com exigências específicas. Um bom exemplo é a vistoria frequente do automóvel para fazer a análise de risco da seguradora.

Pela lei, o vendedor é obrigado a informar a situação do veículo e repassar sua condição de sinistrado. Ainda assim, quem trabalha em agências de automóveis precisa se precaver, pois a diretriz nem sempre é seguida e isso corrói a margem de lucro da empresa. Sem falar que, depois que o veículo é revendido, o comprador pode detectar os problemas e abrir um processo.

Vale mesmo a pena negociar carros sinistrados?

Essa é uma questão bem importante, tanto para o motorista e comprador final quanto para o gerente da agência de veículos. Assim como qualquer modelo de negócio ou escolha de consumo, esta decisão tem seus prós e contras. Veja aqui alguns pontos de destaque que você precisa ter em mente.

O seguro costuma ser mais caro!

Um carro que já tenha passado por um sinistro tende ter maior risco de acionar o seguro novamente, principalmente se o problema resultou em alguma manutenção extensiva. Pensando nisso, a maioria das companhias de seguro cria planos específicos para este tipo de veículo ou apenas não aceita fazer a cobertura.

O motivo disso é que, com o alto risco de o seguro ser acionado, a empresa não tem garantia de retorno financeiro com o preço normal. Isso faz com que a posse desse tipo de carro seja um pouco mais inconveniente.

Possibilidade de erro na identificação

Como já mencionamos, saber quando um veículo está ou não sinistrado é um passo importante para fazer um bom negócio. E entender quais são as principais consequências do sinistro em questão também é vital para sua decisão.

Porém, pode ser que muitos dos defeitos resultantes do incidente passem despercebidos ou sejam mascarados pelo próprio vendedor. Vamos falar um pouco sobre as precauções que você pode tomar, mas é sempre bom ter em mente que alguns dos problemas podem fugir a uma análise, por mais criteriosa que ela seja.

O veículo pode ser perfeitamente funcional depois do sinistro

Mesmo que um carro tenha passado por um acidente ou tenha sido roubado, ainda é bem provável que ele seja perfeitamente funcional, mesmo que tenha recebido alguma manutenção mais extensa. E, nesses casos, não há tanto motivo para desconsiderá-los em suas escolhas, mas a seguradora pode pedir uma laudo Cautelar para análise de risco.

Se você fizer uma boa verificação e levar em conta os custos de ajustes necessários, não deve ter grandes problemas, mesmo negociando carros sinistrados.

Preço de compra abaixo do mercado

Por fim, um dos principais incentivos à negociação desses veículos é o seu custo. Como eles costumam precisar de verificação e alguns ajustes, você pode adquiri-los por um preço relativamente menor em relação ao mercado, ainda obtendo uma margem de lucro bem razoável, mesmo depois de investir um pouco mais em troca de peças, pintura e lataria.

Como consultar carros sinistrados?

Existem diversas dicas práticas que ajudam a saber se o automóvel já sofreu algum incidente ou se está dentro das regras normais. Veja, a seguir cinco recomendações que podem ser seguidas para garantir que o veículo adquirido está em bom estado e sem pendências judiciais ou com a seguradora.

1. Verifique o campo de observações do CRV

Ter acesso ao Certificado de Registro do Veículo (CRV) é o primeiro passo para garantir que o automóvel está regular. Nesse documento há uma informação bastante importante: o registro do Certificado de Segurança Veicular (CSV).

Quando essa sigla estiver acompanhada de uma série de números, é preciso verificar o que é a anotação diretamente no Detran ou Ciretran do seu município. Mas o que significa o CSV?

Esse número indica que o veículo foi recuperado de um acidente e passou por uma vistoria autorizada pelo Inmetro. Portanto, a indicação é obrigatória, segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

É importante destacar que é permitido recuperar o veículo após um sinistro de grande monta. No entanto, ele deve passar pela vistoria do Inmetro a fim de garantir que está apto à circulação sem restrições. Nesse caso, há o registro do CSV no documento do automóvel.

2. Leve o carro até uma empresa de vistoria cautelar

Fazer uma perícia especializada também é uma alternativa interessante para quem negocia carros sinistrados. O serviço varia conforme a empresa e o município, mas costuma ficar na faixa de R$ 300, o que não é um investimento tão grande. A ideia consiste em fazer uma avaliação detalhada para identificar sinais que assinalam a possibilidade de sinistro.

Além disso, essas empresas conseguem fazer uma análise do histórico do carro no sistema do Detran/Ciretran. Em alguns casos, você mesmo consegue fazer isso, mas em determinados municípios é exigido ser proprietário do veículo e preencher um requerimento. Nessa consulta, se verifica qualquer sinistro e ainda se tem acesso às fotos do dano sofrido. O processo custa cerca de R$ 80.

Tenha em mente que, ao contratar uma empresa especializada, deve-se fornecer os documentos originais do veículo, porque as cópias deixam de indicar possíveis adulterações. Além disso, algumas vistorias incluem testes que certificam que nunca houve roubo pela análise de diferentes peças.

Nesse quesito, o melhor é contar com seu corretor  de Seguros para indicação de empresas que podem fazer bem feito este tipo de vistorias, isso para oferecer mais segurança à sua compra. 

3. Consulte o site da Fenaseg

Acessar o portal da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização permite fazer uma consulta de sinistro. Basta informar a placa e o Renavam.

É importante mencionar que essa análise é superficial, já que abrange apenas o banco de dados das seguradoras filiadas à Fenaseg. Apesar de contemplar a maioria das corporações, o veículo pode ter passado por um sinistro sem ter seguro ou ter sido segurado por uma empresa que ainda não está inclusa nesse banco de dados.

Nesse caso, você verifica uma informação errônea. Porém, é um método de confirmação que seu levantamento está no caminho certo. Outra possibilidade é uma consulta ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), que faz a mesma avaliação, mas com referência a roubos e furtos.

4. Leve o veículo a um mecânico de confiança

Analisar o carro com uma empresa de vistoria é suficiente, mas você pode ampliar sua segurança levando o automóvel até o mecânico de confiança. Ele consegue verificar se há problemas de balanceamento, alinhamento, infiltrações e falhas, fatores que indicam a possibilidade de sinistro.

Esse profissional também consegue analisar se o carro está com a coluna torta, problema que costuma ser sinalizado para perda total, mas que para um leigo passa despercebido. 

5. Observe a lataria

Atentar à parte externa do veículo, especialmente a pintura e o estado de conservação da lataria, figura como boa maneira de saber se ele já passou por algum sinistro. Procure deformações e faça uma avaliação minuciosa, buscando irregularidades, asperezas ou diferenças de cor.

Também vale a pena testar as portas, identificar as linhas do capô e as soldas, que precisam ser lisas e sem sinais de ferrugem. Problemas nesses quesitos indicam ocorrências de acidentes e trabalhos pesados de funilaria, o que será bem mais difícil de ajustar.

 

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